A revolução digital já alcançou a advocacia. Ferramentas de inteligência artificial (IA) são cada vez mais usadas em escritórios de advocacia em todo o mundo, e Angola começa a experimentar os primeiros impactos dessa transformação.
Softwares capazes de analisar milhares de documentos em segundos, prever decisões judiciais com base em precedentes e até redigir petições estão a remodelar o trabalho jurídico.
Se, por um lado, a IA aumenta a eficiência e reduz custos, por outro, gera debates éticos e preocupações sobre a substituição de postos de trabalho tradicionais. O papel do advogado, entretanto, não desaparece: ele se reinventa.
Em Angola, a aplicação da IA pode ser uma oportunidade para ampliar o acesso à justiça, reduzir a morosidade processual e modernizar os tribunais. Contudo, exige também regulação clara, que defina limites e responsabilidades no uso dessas ferramentas.
O advogado do futuro será aquele que souber conciliar a tradição jurídica com a tecnologia, garantindo que a justiça seja não apenas mais rápida, mas também mais justa.
